sexta-feira, 16 de maio de 2014



TEMPOS DE PAZ...

A cesta forrada de guloseimas.
Era uma festa ir ao campo.
As borboletas se aproximavam e as abelhas vinham nos copos se deliciar também.
Suco de groselha.
Beija-flores e bem-te-vis chegavam tão perto.
As pedras...
Sempre fui louca por pedras. Não resistia a tentação de levar pelo menos uma. Uma que fosse.
Cada lugar, sua história.
Marquei presença poetando. Contando. Amando cada canto.
Deus! Como sempre amei a terra, as vistas lindas. As árvores seculares, os rios, os mares.
Estive também viajando em pensamento. Quando meu corpo precisava ficar preso, meu ser voava de encontro à natureza encantada, que eu guardava dentro de mim.
Fui a lugares que ninguém conhece. Viajei para uma terra que guardo como uma relíquia. É o meu santuário. Quando tudo fica difícil demais à minha volta eu ganho umas asas douradas.
Voo e encontro anjos que dormem em minha terra amada. Eles me arrastam para cada recanto. Troco o choro por canto. Porque tudo que encontro é paz.
Tudo fica muito mais fácil, porque eu me transporto, com as agruras da vida eu não me importo.
Descubro que temos dentro de nós reservas infindáveis de energia. Temos poesia, alegria. Basta mergulharmos fundo dentro de nós mesmos e buscarmos.
A paz está dentro de nós mesmos. Nós construímos este nosso mundo sossegado com os nossos pensamentos bons.
Eu penso que seja assim.


sonia delsin

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