TEMPOS DE PAZ...
A cesta forrada de guloseimas.
Era uma festa ir ao campo.
As borboletas se aproximavam e as abelhas vinham nos copos se deliciar
também.
Suco de groselha.
Beija-flores e bem-te-vis chegavam tão perto.
As pedras...
Sempre fui louca por pedras. Não resistia a tentação de levar pelo menos
uma. Uma que fosse.
Cada lugar, sua história.
Marquei presença poetando. Contando. Amando cada canto.
Deus! Como sempre amei a terra, as vistas lindas. As árvores seculares, os
rios, os mares.
Estive também viajando em pensamento. Quando meu corpo precisava ficar
preso, meu ser voava de encontro à natureza encantada, que eu guardava dentro
de mim.
Fui a lugares que ninguém conhece. Viajei para uma terra que guardo como
uma relíquia. É o meu santuário. Quando tudo fica difícil demais à minha volta
eu ganho umas asas douradas.
Voo e encontro anjos que dormem em minha terra amada. Eles me arrastam para
cada recanto. Troco o choro por canto. Porque tudo que encontro é paz.
Tudo fica muito mais fácil, porque eu me transporto, com as agruras da vida
eu não me importo.
Descubro que temos dentro de nós reservas infindáveis de energia. Temos
poesia, alegria. Basta mergulharmos fundo dentro de nós mesmos e buscarmos.
A paz está dentro de nós mesmos. Nós construímos este nosso mundo sossegado
com os nossos pensamentos bons.
Eu penso que seja assim.
sonia delsin

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