ROSAS POR TODA A CASA
Eu tinha dezoito anos. Deus, eu tinha passado por tanta coisa dura, mas
tinha dezoito anos e o coração finalmente cantava feliz!
Quando cheguei da viagem mal abri a porta comecei a ver rosas por todo
canto. Era um vaso aqui, um ali. Todas vermelhas.
Os olhos de minha mãe brilhavam. Pela minha volta, pela minha surpresa e
alegria em ver tantas flores.
-- Que significa isso, mãe? -- eu perguntei.
E ela respondeu me apertando nos braços.
-- Foram seus amigos, filha. Eles vieram esta noite fazer uma serenata pra
você. Que pena que não estava em
casa. Nem sabe o que perdeu. Foi tão lindo.
Eu olhava as flores e as lágrimas caíam. Eram lágrimas de felicidade, de
emoção.
Meus amigos queridos vieram e eu não me encontrava em casa.
Até hoje quando me recordo da casa repleta de flores dá um aperto no peito.
Aquela vontade que senti de estar presente naquela noite tão especial. De ter
ouvido suas vozes.
Minha mãe tentou me contar detalhes, o que falaram, o que declamaram e
cantaram.
Eu pedi tantas vezes para que ela repetisse e ela repetia modificando uma
coisinha ou outra, mas num todo eu podia perceber como tinha sido bonito
aquilo.
Cheguei a tempo de ver todas as rosas frescas nos vasos. Rosas vermelhas
como eu sempre dizia que gostava...
O tempo passa. Só que coisas como essa não se esquece jamais.
Hoje em dia não sei onde andam estes meus queridos amigos. Acontece que eu
os guardei no coração para todo o sempre.
sonia delsin

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