sexta-feira, 16 de maio de 2014



O BROCHE QUEBRADO

Dudinha e eu explorávamos a caixa de “jóias” da bisa (nada a convence a chamar a bisavó de bisa como gostaríamos)... Chama-a de vovó Lili.
Quem diria que um dia alguém chamaria a D. Lina de Lili? Mas Duda gosta e ficou.
Eu sei que mamãe adora isso.
Bem, nós duas fuçávamos lá e encontramos o broche quebrado.
─ Tia, que é isso?
─ Um broche, linda.
─ Pra quê?
─ Pra enfeitar um pouco a vovó.
─ A Lili usa isso? ─ ela perguntou fazendo uma careta. ─ Que feio. Vou jogar fora.
─ Não, mas tem dona. Precisa perguntar pra ela se pode.
─ Ela não vai querer mais isso não, titia. Tá quebrado.
─ Vai lá e pergunta se pode jogar então.
Aquele toquinho de gente saiu correndo com o broche na mão.
Engraçado. Ela adora as bijuterias de minha mãe. Desde pequenininha ela sempre colocou os colares. Nós ríamos muito ao vê-la com vários deles dependurados no pescoço. E os anéis que lhe caiam dos dedos. Ela tentando erguer os dedinhos pra segurar...
─ Duda, Duda! Vai devagar.
Ela nem parecia me ouvir tal a pressa.
Agora ela gosta mais de brincar com nosso celular, adora mexer em nossos batons e explora nossas bolsas em busca destas coisas.
Bem. Naquele dia ela simplesmente desistiu de perguntar pra vovó Lili se podia jogar o broche fora e veio novamente guardar na caixa onde estava.
Do mesmo jeito que saiu correndo pra perguntar, voltou e depositou aquele objeto quebrado  na caixa.
Sempre adorei crianças e Eduarda é nossa preciosidade.
“Duda, estou com saudade... com uma vontade de te ver, te abraçar...”


sonia delsin

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