sexta-feira, 16 de maio de 2014



MÃE QUERIDA

Mãe, muito já lhe falei de meu amor.
Não só falei, como demonstrei.
Tantas vezes silenciosamente conversamos.
E outras tantas dialogamos.
Tudo que me falou ficou gravado em meu ser.
E isto quanto me ajudou em meu viver.
Como falar de seus olhos azuis?
São lagos transparentes.
Outras horas transbordam como rios com enchentes.
Quando me olha com tanta ternura
faz com que eu me sinta a coisa mais pura.
Mãe, você é toda doçura.
Nunca que apagarei o dia que a cabeça entre seus joelhos eu enterrei e chorei.
Era uma menina, lembra?
Uma menina-moça.
Suas pernas com minhas lágrimas eu lavei.
Eram lágrimas quentes... de dor ardentes.
Naquele dia eu soube que o peso do mundo não estava apenas sobre as minhas costas.
Éramos nós duas a sentir a carga e ela seria aliviada então.
Porque você estaria sempre me ajudando naquela provação.
Nossos momentos, mãe querida, são tantos que não cabem num poema, numa crônica ou num conto...
Seriam necessários muitos.
Mas não quero falar de tristezas neste seu dia.
Quero falar de alegria.
Ando feliz, sabe?
Daí deve sentir as batidas de meu coração. E deve ouvir o ressoar de meus risos.
Nós duas temos grande sintonia.
Quantas vezes quando não podia viajar eu a visitava de uma forma diferente.
Era pura telepatia? Magia?
A saudade eu ia matar e matava mesmo.
Vinha nova pra meu mundo depois de visitar nosso recanto feliz.
Esta casa onde você vive é um ninho, é tudo de bom, é carinho.
Não posso estar ao seu lado, mas estou, minha querida.
Nos meus pensamentos... no coração.
Porque nele você vive, reina, como rainha absoluta que é. É meu anjo, é minha luz.
Esta simples cartinha de forma alguma meu imenso sentimento traduz.

sonia delsin

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